Tudo ao mesmo tempo agora
Eu fico nua pra você
E você finge estar dormindo
Sua segurança são as palavras
---- que EU profanei
---- ao seu respeito
Eu falo e não vou calar
Ainda te amo demais
Porque você é certo
meu porto seguro
um amigo, minha irmã
---- meu amor
E pra você eu dou tudo
Até minha tragédia
A tragicomédia
desse meu jeito estúpido de ser...
Porque só em você eu confio
II
Seu zelo começa
Onde o dele acaba
Te amo mais do que você pode ver
Está tudo nublado
e em meio a fumaça
só um rosto
o seu que desejo
num beijo
como o brilho da lua
no mar
a me inspirar
me querendo perto de você
Eu mereço?
Talvez não seja a hora
Ou nunca será
eu estou viajando
na maionese
nem sou nada tão assim...
(to bem, ah, eu emagreci...)
III
Claro!
Se chego até aqui
escrevendo
estou sozinha
na solidão de quem vive
um desamor
uma não correspondência
uma não reciprocidade.
O que pensam de mim?
não ouço respostas
só eu avanço sobre você
você se defende e fica + impossível
Mas eu te amo de qualquer jeito
---- então...
Espero sem planos
Na alma a certeza
---- imaginária
de que sou importante pra você
IV
Acabo meu desabafo
e durmo
trabalho tanto
cuido tanto
que não dá pra cuidar só de você
por isso parece que estou
esperando, esperando
E meu instinto desfaz este poema
que se vira ao avesso
e já sou eu quem
não gosta de você
---- bom que você me despreze
---- ficamos quites













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