quarta-feira, 13 de outubro de 2010

AMIGOS, AMIGOS...

São cinco e vinte da manhã e meus filhos dormem tranquilos. Eu dormi e acordei, dormi de novo e acordei e agora os pássaros estão cantando... e na solidão de quem não dorme, paro pra pensar nos amigos, mui amigos. Gente que em outras situações estava ao meu lado e que agora some. Gente que se declarava very strong e de repente, por uma frase errada qualquer, amarela, não cumpre o que promete. Amigo é gente?

Daqui a seis dias farão tres anos que minha mãe se foi. Tres anos sem ninguém para me ouvir as lamúrias, ninguém para dividir as dúvidas. Acho que ela me abençoaria por estar procurando minha felicidade. Compreenderia que a separação, apesar de parecer burrice, é minha alforria, minha liberdade. Tive coragem para me livrar de uma convivência de fachada, com um amor não mais profundamente verdadeiro, minado por uma velha concepção machista onde a mulher é bibelô.

E os verdadeiros amigos? Ah, esses não seguraram a onda. Eles eram amigos de uma Karla que não mais sou eu. Uma Karla que agora anda à procura de sua verdadeira identidade, sem sombras, estando gradativamente mais inteira, algumas vezes na penumbra outras na luz ou na escuridão de um aprendiz.

Tá, eu preciso arranjar um emprego, algo para me ocupar que não me deixe em devaneios insanos. Nem que seja trabalhando de modelo exclusiva de um laxante qualquer ou de um regulador intestinal, ah eu juro que topava. Preciso sim da ajuda dos amigos, mas aqueles que eu pensava serem meus amigos, foram-se. Os que se foram, que eu pensava não serem, reaparecem e já não sei nem o que pensar disso tudo.

Será que eu é que não sou amiga de ninguém? O que é ser amigo?
Amigos, amigos...

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