acordo e penso em você
no quanto te procuro e imploro
pra estar com você
você me despreza
não diz nenhuma mentira sequer
não tem piedade
simplesmente me ignora
deixo recados, torpedos, mensagens secretas
me rebaixo, que humilhação!
não ligo, sei que o que sinto é pura paixão
Já tem um tempo que me apaixonei por você
mas também nunca abdiquei de nada pra ficar ao seu lado
desde o começo foi assim
abortei você de mim
há dez ou doze
ou treze anos?
hoje pago o peso do tempo ido
de seu interesse distante
que só me quer como informante
tá, eu posso me conformar
nosso encontro não seria ontem mesmo
mas ainda será
por isso eu te amo e sinto pena também
te perdoo e me afasto outra vez
pra hora em que você me chamar
eu estar sempre pronta
continuando sem te esquecer
para sempre
sexta-feira, 25 de junho de 2010
sexta-feira, 18 de junho de 2010
TEMPO DE COPA
para Nanny Bunny
festa de aniversário
amigos de vários lugares diferentes
diversos porém convergentes
9 mulheres
tudo perfeito
imperfeita ordem
liberdade com respeito
6º sentido
bebe-se
fala-se
não bebo, calo-me
observo tudo
como bolo
sobramos nós 3
...ainda não ficamos a sós
o relógio anuncia a retirada
reconheço-me no que quero
estrelas brilham no céu,
abro os olhos, vejo o nada
continua 0 a 0
festa de aniversário
amigos de vários lugares diferentes
diversos porém convergentes
9 mulheres
tudo perfeito
imperfeita ordem
liberdade com respeito
6º sentido
bebe-se
fala-se
não bebo, calo-me
observo tudo
como bolo
sobramos nós 3
...ainda não ficamos a sós
o relógio anuncia a retirada
reconheço-me no que quero
estrelas brilham no céu,
abro os olhos, vejo o nada
continua 0 a 0
sábado, 12 de junho de 2010
NAMORO INVISÍVEL
Em homagem a um solitário 12 de junho
no seu mundo
circulam as mesmas sombras que no meu
eu ouço os sons da rua e imagino
você também vai ouvir
mas estamos distantes
unidos pelo destino
desde o primeiro dia
eu e você nunca terá fim
rezo por você, rezo pra te ver
e de olhos fechados
meu anjo da guarda me diz:
você vai me proteger
e continuamos distantes
unindo tortos caminhos
noite escondendo o dia
tinha que ser assim
no seu mundo
circulam as mesmas sombras que no meu
eu ouço os sons da rua e imagino
você também vai ouvir
mas estamos distantes
unidos pelo destino
desde o primeiro dia
eu e você nunca terá fim
rezo por você, rezo pra te ver
e de olhos fechados
meu anjo da guarda me diz:
você vai me proteger
e continuamos distantes
unindo tortos caminhos
noite escondendo o dia
tinha que ser assim
sexta-feira, 11 de junho de 2010
ÀS VEZES ME CHAMA DE MÃE
de Rildo Hora e Karla Sabah
I
dorme aqui no meu colinho
deixa o prazer sem tormento
eu seguro teu lamento
depois segue teu caminho...
........... eu seguro teu lamento
........... depois segue teu caminho...
às vezes me chama de mãe
e nem é tão pequeno assim
vai crescendo dentro de mim
pede pra cuidar de você
tá neném, vem que eu te cuido
faz o que quiser comigo
me usa, eu te quero muito, meu chamego
meu chamego é teu abrigo
Refrão (bis)
........... dorme aqui no meu colinho
........... deixa o prazer sem tormento
........... eu seguro teu lamento
........... depois segue teu caminho
vai logo! e me deixa aqui
é a vida que vai em frente
como páginas viradas
de um livro que eu já li
........... como páginas viradas
........... de um livro que eu já li
II
às vezes me chama de mãe
e nem é tão pequeno assim
vai crescendo dentro de mim
pede pra cuidar de você
tá neném, vem que eu te cuido
faz o que quiser comigo
me usa, eu te quero muito, meu chamego
meu chamego é teu abrigo
Refrão (bis)
........... dorme aqui no meu colinho
........... deixa o prazer sem tormento
........... eu seguro teu lamento
........... depois segue teu caminho
vai logo! e me deixa aqui
é a vida que vai em frente
como páginas viradas
de um livro que eu já li
........... como páginas viradas
........... de um livro que eu já li
III
às vezes me chama de mãe
e nem é tão pequeno assim...
I
dorme aqui no meu colinho
deixa o prazer sem tormento
eu seguro teu lamento
depois segue teu caminho...
........... eu seguro teu lamento
........... depois segue teu caminho...
às vezes me chama de mãe
e nem é tão pequeno assim
vai crescendo dentro de mim
pede pra cuidar de você
tá neném, vem que eu te cuido
faz o que quiser comigo
me usa, eu te quero muito, meu chamego
meu chamego é teu abrigo
Refrão (bis)
........... dorme aqui no meu colinho
........... deixa o prazer sem tormento
........... eu seguro teu lamento
........... depois segue teu caminho
vai logo! e me deixa aqui
é a vida que vai em frente
como páginas viradas
de um livro que eu já li
........... como páginas viradas
........... de um livro que eu já li
II
às vezes me chama de mãe
e nem é tão pequeno assim
vai crescendo dentro de mim
pede pra cuidar de você
tá neném, vem que eu te cuido
faz o que quiser comigo
me usa, eu te quero muito, meu chamego
meu chamego é teu abrigo
Refrão (bis)
........... dorme aqui no meu colinho
........... deixa o prazer sem tormento
........... eu seguro teu lamento
........... depois segue teu caminho
vai logo! e me deixa aqui
é a vida que vai em frente
como páginas viradas
de um livro que eu já li
........... como páginas viradas
........... de um livro que eu já li
III
às vezes me chama de mãe
e nem é tão pequeno assim...
INQUIETUDES
AMOR SEM PAZ
quem me dera poder não precisar da sua quota de amor
dos seus beijos planejados numa arquitetura clássica
obsoleta
funcionando como paleativo de uma convivência falida
depois desses anos todos de maternidade e dor
quem me dera encontrar uma saída
algo que trouxesse um pouco mais de vida
antes que eu me fosse pelo túnel da escuridão
sentir o prazer de gozar sem culpa
como uma adolescente nua, lânguida,
jogada, puxada pelos cabelos, incendiada
e torturada pelos desassossegos carnais
quem me dera...
em vez disso, eu paro no meio
rejeito a mesmice do certo
canso de fazer nada
de me sentir segura
dentre emoções parcas e sem sal
não quero esse amor
bêbado de tão perdido
triste e doente
da velhice do já sabido
quero o calor do perigo
o sabor do proibido
um amor sem previsão
que se renove a cada toque
óbvio e inexato
cheio de paixão...
que sem isso,
me escondo na solidão.
Karla Sabah
21ago2009
quem me dera poder não precisar da sua quota de amor
dos seus beijos planejados numa arquitetura clássica
obsoleta
funcionando como paleativo de uma convivência falida
depois desses anos todos de maternidade e dor
quem me dera encontrar uma saída
algo que trouxesse um pouco mais de vida
antes que eu me fosse pelo túnel da escuridão
sentir o prazer de gozar sem culpa
como uma adolescente nua, lânguida,
jogada, puxada pelos cabelos, incendiada
e torturada pelos desassossegos carnais
quem me dera...
em vez disso, eu paro no meio
rejeito a mesmice do certo
canso de fazer nada
de me sentir segura
dentre emoções parcas e sem sal
não quero esse amor
bêbado de tão perdido
triste e doente
da velhice do já sabido
quero o calor do perigo
o sabor do proibido
um amor sem previsão
que se renove a cada toque
óbvio e inexato
cheio de paixão...
que sem isso,
me escondo na solidão.
Karla Sabah
21ago2009
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